domingo, 26 de junho de 2011

Soneto da ausência


Não se sinta, meu amor, menos amada
Se projeto frias sombras de ausência.
Sou seu homem, anjo meu, e não é nada
O que quer insinuar a aparência.

Não confie nessa imagem deturpada
Que procura macular minha essência.
Pois é sempre com fervor idolatrada,
Muito embora não lhe dê a evidência.

Essa ausência, meu amor, é irreal!
Um fantasma de tão negra substância
Ansiando por tornar-se natural.

Abandona-o, amor, na irrelevância.
Meu querer-te é intenso e imortal
E mais próximo de ti ante a distância.

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