Talvez fora a familiaridade no sentido das suas palavras tranquilas, controladas, sem rancor pelo que quer que seja, palavras que talvez eu mesmo tivesse pronunciado em outros tempos, longínquos, em outra terra muito distante.
Não sei bem...
Talvez me inspirou o que da distância os seus olhos exprimiram. Talvez eu tenha enxergado com os olhos de dentro as pontinhas das suas asas ou um rápido luzir da sua auréola. Talvez tenha sido o modo como você caminha no mundo, nessa vida, nessa vida que é fração da eternidade...
E então falei de amor. Amor que é bem querer.
É querer seu bem, como se quer o bem do que é inestimável, do que é belo e bom.
Que existam na aura do bem as flores e o sol, as noites estreladas, a lua esperançosa e confidente, o tranquilo curso d'água, as manhãs maravilhosas como um sorriso do céu...E você, com sua própria luz e encanto.

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