Você conhece meu coração como ninguém
E minha alma deixa você se aproximar
Como o bosque aceita que o nascer do sol o eleve.
Não somos dois estranhos,
Dois estranhos andarilhos, dois errantes,
Pacientes, tolerantes
Apenas porque nosso rosto se volta para as estrelas
Evitando a gravidade da terra.
Você sente a temperatura do meu coração oscilar,
Você percebe a difícil leveza da minha alma
E compreende.
Lê meus suspiros e acenos
E compreende.
Em silêncio compreende que o mundo parece não ser tudo.
Eu gostaria de ter certeza
De que poderemos em qualquer tempo
Nos enxergar, mesmo de longe,
Ou nos reconhecer por ao menos um segundo,
Quando nos invadiria uma súbita alegria,
A identificação em seguida
E por fim um suspirar resignado...
"Olá! Como vai?"
"Vou indo...Vou bem..."
E um adeus,
Um doloroso mas necessário,
Natural adeus.
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