Guardei versos como quem guarda um pedido
De socorro pois prefere, agonizante,
Suportar a sua dor a cada instante
A lançar aos quatro ventos um gemido;
Como alguém que guarda o sonho mais polido
Aquecido no calor do peito arfante,
Para só sonhá-lo em terra bem distante,
Em completa inocência e protegido.
Esses versos que guardei, que amo tanto,
São o linho com o qual teço meu manto,
Esse manto aconchegante de pureza
Com o qual meu coração nu inocente,
Alvejado por amar ingenuamente,
Reconstrói a sua frágil natureza.
De socorro pois prefere, agonizante,
Suportar a sua dor a cada instante
A lançar aos quatro ventos um gemido;
Como alguém que guarda o sonho mais polido
Aquecido no calor do peito arfante,
Para só sonhá-lo em terra bem distante,
Em completa inocência e protegido.
Esses versos que guardei, que amo tanto,
São o linho com o qual teço meu manto,
Esse manto aconchegante de pureza
Com o qual meu coração nu inocente,
Alvejado por amar ingenuamente,
Reconstrói a sua frágil natureza.
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