terça-feira, 23 de setembro de 2014

Para onde meu olhar sempre se volta

Não conheço os perfumes do teu corpo
Nem teu ritmo, teus sons ou teus desejos
E tampouco sei que mar tu me serias,
Se refletiria o céu na superfície.

Eu não sei se há lembranças nos teus braços
Nem se há, nos lábios teus, beijos de outrora.
Ou se dentro dos teus sonhos cabem anjos,
Andorinhas, esperanças ou luares.

Mas teus olhos, pelos quais, enamorado,
Supliquei por longas noites penumbrosas,
São estrelas de uma terra de idílio

Para onde meu olhar sempre se volta,
Que me é familiar como meu sangue
E que nunca conheci, mas sempre amei.




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