segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Soneto


Pobre avezinha, esse gesto meu,
Abraço terno que vai te buscando.
Carinho doce que vai flutuando
No longo sopro que o amor lhe deu.

Pergunta ao vento se te conheceu,
Ao sol amigo se te viu passando...
Pobre avezinha que vai procurando
Aqui e ali qualquer vestígio teu.

Oh, esse abraço te anseia tanto!
Vasculha o mundo todo, cada canto,
Aonde o leve o sopro desse amor.

Vai nesse afã imenso e não se cansa
De perseguir a onírica lembrança,
A ilusão, talvez, de um sonhador.






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