Seus olhos tem o brilho das paragens
Por onde seu espírito liberto
Durante o sono vaga, o céu aberto,
Morada de outros puros personagens;
O verde fulguroso das paisagens
Excelsas para além desse deserto,
Oásis luminosos, porto certo
Ao peregrino exausto das viagens.
Ventura é gozar desses destinos:
Beijar seus lindos olhos cristalinos
E adentrar o céu maravilhoso!
Oh, belos astros! Mas não há ninguém
Que ame tanto e tanto faça o bem
E que mereça assim ser tão ditoso!
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