Conheci essa música em um momento em que eu, magoado, já não tinha mais disposição contra o sofrimento e deixava-me ser arrastado para aquele caminho lodoso e sombrio que tanta atração exerce sobre as almas já cansadas. Já nem sabia mais quem ou o quê, onde, o motivo... Eu já tinha compreendido e perdoado. Mas a mágoa continuava doendo e pedia mais de mim.
Então ouvi essa música maravilhosa que falou comigo e alcançou meu coração com palavras que ninguém jamais conseguiria me dizer.
Foi meu conforto sentir as notas do piano e com que carinho me falavam sobre a delicadeza e sensibilidade da alma.
Eu
necessitava daquele abraço gentil, daquele som acalentador dizendo-me
que na alma nunca irá se desmanchar o último sorriso. Por mais oprimida
que esteja, sempre haverá essa centelha, sobrevivendo, em sua jornada
heróica, às sombras da decepção, da frustração, da traição, da rudeza,
da mágoa, do desencanto. Sobrevive perante tudo e há uma razão para ser
assim.
Repeti a música por mais de uma vez, para mais de uma vez
sentir que dentro de nós sempre irá existir esse último sorriso, mesmo
muito tímido, mesmo muito frágil, tão frágil que só irá aflorar à
noite, no quarto, quando estamos sozinhos abrigados pelo silêncio.
Devo
agradecer a Ludovico Einaudi por nos fazer lembrar, em grande parte de
sua obra, nesta em particular, da nobre e invulnerável beleza de nossas
almas.
Música é tudo de bom, e bonita como essa é melhor ainda. Faz bem para a alma.
ResponderExcluirAbraços.
Companheira dos meus sonhos, essa música.
ResponderExcluirHá uma variação também admirável:
http://www.youtube.com/watch?v=54C_ppnHXxU
Espero que goste!
Abraços.