É bonito lembrar como o outono veio e recostou a cabeça no peito dela.
Ela sempre morreu de amores por ele.
As fotos que ela guardou são lindas e há também algumas cartas, escritas
em folhas de álamo, que ela relê às vezes, quando consegue ficar
sozinha.
Agora a ausência desse outono deixa sombras muito frias e eu percebo no
rosto dela a falta que ele faz, percebo a saudade. Encontro-a com o
olhar um pouco pendido às vezes, sua figura suspirando num lamento
silencioso, mas que logo se desfaz. Quando ela descobre minha atenção
logo se recompõe, logo volta a se recobrir com a aura maravilhosa, pela
qual sou fascinado, e a sorrir, um sorriso mágico, embora nunca seja
para mim.
Eu gostaria muito de ter um tempo com ela, ouvi-la falar sobre o outono.
Adoraria saber o que fazem, como são suas manhãs, suas tardes, conhecer
as cores que usam, seus assuntos, seus tecidos. Espero que algum
pássaro gentil possa lhe transmitir esse meu desejo.
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